A Mantiqueira

O pouso das águas...
Tupis ou Jês

A chama consome a lenha
o calor agita o ar
a história é a fumaça.

O riacho e suas pedras
o vento na serra, o horizonte, o azul.
Hoje, apenas nós.

Pedaços do passado...
Felicitações reais!
Os reinos estão por aqui.
Palavras-legados abriram seus quintais.

A chama durou um tempo
o tempo não parou de contar.
Cinzas ao vento.

Na serra ainda verte,
mas não o seu nome,
tempos idos.

Pedaços do passado...
Felicitações reais!
Áureos tempos, tempo de encontrar.
Palavras-legados abriram seus quintais.

A chama consome a lenha...
(lap)


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domingo, 20 de fevereiro de 2011


O fim da reprovação

19 de fevereiro de 2011 | 23h 42
Depois de intenso debate travado entre 2009 e 2010, inclusive com a realização de audiências públicas em São Paulo, Salvador e Distrito Federal, o Conselho Nacional de Educação tomou a decisão de recomendar "fortemente" a todas escolas públicas, privadas e confessionais a substituição do sistema seriado - que permite a reprovação em todas as séries do ensino fundamental - por um "ciclo de alfabetização e letramento", em que os alunos são submetidos ao regime de progressão continuada, durante os três primeiros anos - ou seja, no período em que aprendem a ler e a escrever.
Para o CNE, o princípio da continuidade - especialmente na fase de alfabetização - traz mais benefícios para os alunos do que a chamada "cultura da reprovação". A medida, que não tem caráter de lei e é objeto de acirrada polêmica entre os pedagogos, foi homologada no final do governo Lula pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Com isso, os diretores de todas as escolas do País ganharam liberdade para decidir se continuarão reprovando alunos nos três primeiros anos do ensino fundamental ou se adotarão a recomendação do CNE.
O ensino fundamental tem 31 milhões de alunos estudando em 152 mil escolas, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Desse total, aproximadamente dez milhões estão matriculados nos três primeiros anos desse ciclo. Em 2009, a taxa de reprovação desses dez milhões de alunos foi de 5,1%. O índice é considerado alto pelos especialistas em pedagogia.
"Isso mostra que, de cada cem crianças, cinco ainda são reprovadas logo que ingressam na escola. As pesquisas apontam que, se o aluno é reprovado nessa fase, dificilmente terá sucesso. A recomendação do CNE é para garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos" - diz a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda. "A reprovação no ensino fundamental devia ser zero", afirma o professor da USP Ocimar Alavarsi, que coordenou a rede municipal de São Paulo, entre 1995 e 2008.
Vários professores também entendem que, na faixa etária dos 6 aos 8 anos, as crianças têm ritmos diferentes de aprendizagem e que reprovação logo no início do curso compromete o rendimento da alfabetização - o que desestimula as crianças, levando-as a abandonar a escola. No Norte e Nordeste, as regiões mais pobres do País, as altas taxas de evasão escolar têm sido atribuídas aos altos índices de reprovação nos anos iniciais do ensino básico. Segundo os defensores das diretrizes recomendadas pelo CNE, com a adoção do regime de progressão continuada nas três primeiras séries os professores podem avaliar cada criança e os alunos só podem ser reprovados no final do terceiro ano.
Para os críticos dessa política, a substituição da reprovação pelo regime da progressão continuada seria uma estratégia eficaz se as classes fossem pequenas, se os professores estivessem motivados e as escolas contassem com projetos pedagógicos realistas. "Na prática, porém, as escolas têm salas superlotadas, as aulas de reforço são dadas por voluntários, os professores têm pouquíssimo tempo para planejar aulas e as condições de trabalho são ruins. A sensação é que a proposta (do CNE) não foi feita por quem conhece o dia a dia das escolas" - diz Susana Gutierrez, coordenadora do Sindicato Estadual de Profissionais da Educação do Rio de Janeiro. Sem reformar o currículo e investir nos professores, "as crianças que não aprendem com o sistema seriado também não aprenderão no Ciclo de Alfabetização e Letramento", afirma Cláudia Fernandes, coordenadora do mestrado em educação da UniRio.
Aperfeiçoar o ensino fundamental é decisivo para que o país possa promover a revolução educacional. No entanto, a simples adoção da progressão continuada, nos termos em que foi proposta pelo CNE e pelo MEC - sem expansão da rede escolar e sem a modernização dos currículos - não garante melhor alfabetização nem aumento da qualidade da educação.

domingo, 2 de janeiro de 2011

As mandalas coloridas das crianças do quarto e quinto ano - 3

As mandalas coloridas das crianças do quarto e quinto ano - 2

O trabalho com as mandalas possibilitou desenvolver habilidades básicas nos alunos e alunas para o uso do compasso, da régua e do transferidor, mantendo um diálogo entre a geometria, as operações (complementares) da divisão e da multiplicação, a educação artística e a sensibilidade.
Para mim, uma oportunidade de facilitar a aprendizagem de conceitos, procedimentos e atitudes através de uma atividade que resultará na edição de um livrinho para a biblioteca da escola. E, talvez, isso criou o espírito cooperativo e responsável nas crianças.
Declarações de satisfação pelo trabalho, a troca de elogios e o desenvolvimento da criatividade foram os primeiros resultados com esse grupo que integra uma sala multisseriada de 4º e 5º anos na Escola Municipal Arcanjo Miguel no último bimestre escolar do ano letivo de 2010.
O possível desenvolvimento para o ano de 2011 será aprofundar o estudo das formas geométricas a partir da circunferência e, também, a interferência no espaço externo. 

sábado, 25 de setembro de 2010

lapmantiqueira: Missões?

lapmantiqueira: Missões?: "Sou ignorante no assunto “jocumeiro” e confesso que gostei da crítica à indústria evangélica. Mas, a palavra “missões” ainda me causa a dúvi..."

Missões?

Sou ignorante no assunto “jocumeiro” e confesso que gostei da crítica à indústria evangélica. Mas, a palavra “missões” ainda me causa a dúvida por ser uma prática que, infelizmente, persiste no mundo que é herança da catequese jesuíta, seguida por muitos segmentos religiosos opostos, mas partidários de um cristo com letra minúscula, e levada aos povos indígenas. Creio, ainda, que deixar os povos indígenas com o direito de dar os próprios passos da evolução seja o melhor para eles, e, creiam, eles são capazes; . Quem vai em nome de deus, vai em próprio nome, apenas, esquecendo que “longo é o caminho e estreita as passagens”, “os mansos herdarão um planeta sem impérios”, bem aventurados são os pobres de espírito e os pacificadores, desde que não haja relação de semelhança entre pobres de espírito e ignorância. Não se trata de cruzar os braços, mas é melhor que os povos indígenas sigam o curso de sua própria história. Vamos cuidar, sim,  das diferenças de acesso aos bens culturais produzidos pela humanidade e a dificuldade que grande parte da população brasileira tem em “conhecê-los”, “entendê-los” e partilharem.
É importante entender o êxodo rural nas pequenas cidades próximas das três grandes capitais brasileiras e a consequente extinção de práticas que mantiveram a existência de vários tipos de sementes, que com o êxodo dos mais jovens, já não existem mais. Praticamos o nosso próprio crime diário em nome de um deus, com letra minúscula, porque é nosso, é particular, pois as intenções são particulares mesmo fazendo parte de um grupo.